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sábado, 15 de junho de 2013

Artigo: Resiliência e Vulnerabilidade de Cidades Brasileiras - Lições Aprendidas com os Desastres da Região Serrana do Rio de Janeiro e da Zona da Mata de Pernambuco

Resumo
"Este artigo busca discutir resiliência e vulnerabilidade urbana, tomando-se por referência os desastres ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro e Zona da Mata de Pernambuco. É resultado de pesquisa exploratória, visando conhecer os meios pelos quais as cidades enfrentam desastres naturais, extraindo-se lições e propondo-se recomendações para o fortalecimento da resiliência urbana e comunitária das cidades. A investigação baseia-se em visitas aos locais dos eventos, entrevistas com o poder público e sociedade civil; observação direta; participação em audiências e manifestações públicas. A análise é de natureza comparativa, norteada pelo binômio resiliência/vulnerabilidade. Adota-se como categorias analíticas: a natureza dos eventos; atuação governamental e sociedade civil, antes, durante e depois; aporte de recursos; e implementação de ações reparadoras. Os resultados apontaram a importância da solidariedade da população, registrando-se seu protagonismo no processo, distintamente, nas três cidades: Teresópolis e Nova Friburgo destacaram-se pelo preponderante papel das redes sociais, na discussão e democratização dos problemas locais; Teresópolis destacou-se pela articulação e mobilização de grupos e vítimas de baixa renda, enquanto Nova Friburgo, o envolvimento da classe média foi maior; já Barreiros o papel de lideranças locais foi fundamental, no acolhimento aos moradores desabrigados e noutras ações, evitando perdas humanas, além da mobilização e envolvimento de municípios vizinhos e governo estadual, mediante aporte de recursos para reconstrução da cidade. Observa-se que a compreensão da resiliência urbana passa, não apenas pela gestão da vulnerabilidade ambiental do sítio urbano, mas pela capacidade de gerir recursos materiais e humanos com a participação e solidariedade da comunidade."

Por: Edinéa Alcântara de Barros e Silva, Cynthia Carneiro de Albuquerque Suassuna, Maria de Fátima Ribeiro de Gusmão Furtado e Onilda Gomes Bezerra.
  
Leia no link, a seguir, o artigo completo:
 http://www.anppas.org.br/encontro6/anais/ARQUIVOS/GT11-93-570-20120715092127.pdf

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